top of page
Buscar

Lesões Meniscais


O que é o menisco?


O joelho possui duas estruturas chamadas meniscos: o menisco medial (interno) e o menisco lateral (externo). Eles são formados por uma fibrocartilagem resistente e têm formato semelhante ao de uma meia-lua.




Os meniscos desempenham funções fundamentais no joelho:


  • Absorvem o impacto entre o fêmur e a tíbia.

    ·     0º → 50 % da carga passa pelo menisco

    ·     Flexão de 90º → 85 % da carga passa pelo menisco

  • Distribuem a carga durante a caminhada e atividades físicas.

  • Aumentam a estabilidade da articulação.

  • Protegem a cartilagem e ajudam a retardar o desenvolvimento da artrose.

  • Auxiliam na lubrificação e na nutrição da articulação.

  • Propriocepção

     

    Para o sentido de posição articular. Os elementos neurais são os mais abundantes na parcela exterior do menisco, particularmente fibras nervosas tipos I e II.


Por isso, sempre que possível, o objetivo é preservar o menisco.


Quantos meniscos existem no joelho?


Cada joelho possui dois meniscos, totalizando quatro meniscos no corpo humano:

  • Menisco medial (interno): localizado na parte de dentro do joelho.

  • Menisco lateral (externo): localizado na parte de fora do joelho.

Embora tenham funções semelhantes, existem algumas diferenças importantes entre eles.


Menisco medial (interno)


O menisco medial tem formato mais aberto, semelhante à letra "C", e é mais fixo às estruturas ao redor do joelho. Por ser menos móvel, está mais sujeito a lesões, especialmente durante movimentos de torção. É o menisco mais frequentemente lesionado.


Menisco lateral (externo)


O menisco lateral tem formato mais próximo de um círculo e é mais móvel. Essa maior mobilidade faz com que ele seja menos frequentemente lesionado. Além disso, ele desempenha um papel muito importante na distribuição das cargas na região externa do joelho.



O que é uma lesão meniscal?


A lesão meniscal é uma ruptura ou desgaste do menisco. Ela pode ocorrer por um trauma, geralmente associado a movimentos de torção do joelho, ou pelo desgaste natural relacionado ao envelhecimento.

As lesões podem acontecer em pessoas jovens, atletas e também em indivíduos mais velhos, sendo uma das causas mais comuns de dor no joelho.


Como ocorre a lesão?


Lesões traumáticas

São mais frequentes em pacientes jovens e geralmente acontecem durante esportes ou movimentos de torção do joelho. Muitas vezes estão associadas à ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA).


Lesões degenerativas

São mais comuns após os 40 anos e ocorrem pelo desgaste progressivo do menisco. Nesses casos, uma simples agachada ou movimento rotacional pode desencadear os sintomas.


Quais são os sintomas?


Os sintomas podem variar conforme o tipo e a localização da lesão.

Os mais comuns são:

  • Dor na parte interna ou externa do joelho.

  • Inchaço.

  • Sensação de estalos.

  • Dificuldade para agachar.

  • Dor ao caminhar ou subir escadas.

  • Sensação de falseio ou instabilidade.

  • Travamento do joelho, quando o paciente não consegue estender ou dobrar completamente a articulação.

Nem toda lesão meniscal provoca travamento. Muitas lesões causam apenas dor e desconforto.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico é baseado em três pilares:


História clínica


A forma como a dor começou, a presença de trauma e os sintomas apresentados ajudam a direcionar a investigação.


- Dor na interlinha do joelho.

A dor costuma ser provocada por movimentos, sobretudo os de apoio, como subir escadas ou ficar em pé após períodos de repouso. Os pacientes portadores de lesões degenerativas têm dor noturna e durante o repouso.

- Pode ter hemartrose (menos comum que o LCA).

- Pode ter sensação de falseio (não é característico)

- Pode ter bloqueio articular → Se presença de lesão em alça de balde

 


Exame físico

Durante a consulta, são realizados testes específicos que podem sugerir uma lesão do menisco.


Exames de imagem


A radiografia é importante para avaliar a presença de artrose e alterações ósseas.

A ressonância magnética é o principal exame para identificar a lesão meniscal, permitindo avaliar sua localização, extensão e possíveis lesões associadas.

Entretanto, a presença de uma lesão na ressonância nem sempre significa que ela seja a causa dos sintomas. Os achados do exame devem sempre ser correlacionados com a história e o exame físico.


Existem diferentes tipos de lesão?


Sim. As rupturas podem apresentar diferentes formatos, como:

  • Horizontal.

  • Vertical longitudinal.

  • Radial.

  • Oblíqua.

  • Complexa.



Algumas lesões específicas merecem destaque:


Longitudinal (vertical)

 

- Lesão mais comum tanto no adulto como na criança.

- Toca a superfície articular.

- Pode evoluir e estender até subluxar para o intercôndilo

Lesão em alça de balde.

 

- Forma o sinal do duplo LCP.

- Pode levar a bloqueio articular.

 

Vista de cima. Lesão longitudinal evoluindo para lesão em alça de balde.


 

2) Radial

 

- Lesão que “entra”, corta o menisco.

- Rompe as fibras circunferenciais (fibras que suportam a carga)

- Perde uma das principais funções: suporte de carga

- O menisco pode ficar extruso

 

- Tem que ser tratada o quanto antes.

 

 

 


3) Horizontal

 

- Lesões que abrem em “flap”

- Pacientes mais idosos.

 

 


Lesão em alça de balde

É uma ruptura longitudinal em que um fragmento do menisco se desloca para dentro da articulação, podendo causar travamento do joelho. Em muitos casos, é necessária cirurgia e, sempre que possível, reparo do menisco.



Lesão da raiz meniscal

Corresponde ao descolamento da inserção do menisco no osso. Pode provocar perda importante da função meniscal e acelerar o desgaste da cartilagem, sendo frequentemente indicada a reinserção cirúrgica em pacientes selecionados.


Lesão degenerativa

Relacionada ao envelhecimento e ao desgaste progressivo do joelho. Nem sempre necessita cirurgia.


Toda lesão meniscal precisa de cirurgia?

Não.

Muitas lesões podem ser tratadas sem cirurgia, especialmente as degenerativas.

O tratamento conservador inclui:

  • Medicações para controle da dor.

  • Fisioterapia.

  • Fortalecimento muscular.

  • Perda de peso, quando necessário.

  • Modificação temporária das atividades.

Diversos pacientes apresentam melhora importante apenas com essas medidas.


Quando a cirurgia pode ser indicada?


A cirurgia pode ser recomendada quando:

  • Os sintomas persistem apesar do tratamento conservador.

  • Há episódios de travamento do joelho.

  • Existe limitação importante das atividades diárias.

  • O paciente apresenta lesões reparáveis, principalmente em pessoas jovens.

  • Há lesões associadas, como ruptura do ligamento cruzado anterior.

A decisão é individualizada e leva em consideração idade, nível de atividade física, tipo da lesão e presença de artrose.


Como é feita a cirurgia?


A maioria das cirurgias é realizada por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva feita através de pequenas incisões.

Existem duas possibilidades principais:


Sutura meniscal (reparo)

Consiste em costurar o menisco rompido, preservando sua função.

É a opção preferida sempre que a lesão apresenta potencial de cicatrização.

As vantagens são:

  • Preservação do menisco.

  • Maior proteção da cartilagem.

  • Menor risco de artrose no longo prazo.

Porém, a recuperação costuma ser mais lenta.



Meniscectomia parcial


Consiste na retirada apenas da parte lesionada e instável do menisco, preservando o máximo possível do tecido saudável.

A recuperação costuma ser mais rápida, mas a retirada de parte do menisco reduz sua capacidade de proteção da articulação.



O que acontece se o menisco for retirado?

Quanto maior a quantidade de menisco removida, maior será a concentração de carga sobre a cartilagem.

Com o passar dos anos, isso pode favorecer o desenvolvimento da artrose.

Por esse motivo, a tendência atual da cirurgia do joelho é preservar o menisco sempre que possível.


Como é a recuperação?


A recuperação depende do procedimento realizado.

Após uma meniscectomia parcial, muitos pacientes retornam às atividades habituais em poucas semanas.

Nos casos de sutura meniscal, a recuperação é mais lenta e pode exigir restrição temporária da carga, uso de órtese e fisioterapia por alguns meses.

O retorno ao esporte geralmente ocorre entre 4 e 6 meses, dependendo da evolução e da presença de lesões associadas.


Perguntas frequentes


Uma lesão do menisco pode cicatrizar sozinha?

Algumas lesões pequenas e localizadas em áreas com boa vascularização podem cicatrizar. Outras necessitam tratamento específico.


A ressonância mostrando lesão significa que preciso operar?

Não. O tratamento é baseado nos sintomas e no exame físico, e não apenas no resultado da ressonância.


Posso continuar praticando atividade física?

Em muitos casos, sim. O tipo de atividade e a intensidade serão orientados individualmente.


A cirurgia é sempre necessária?

Não. Muitas lesões apresentam excelente evolução com tratamento conservador.


Mensagem importante


Cada paciente é único. O mesmo tipo de lesão pode ter tratamentos diferentes dependendo da idade, do nível de atividade, da presença de artrose e dos sintomas apresentados.

O objetivo do tratamento é aliviar a dor, restaurar a função do joelho e preservar o máximo possível do menisco, protegendo a articulação a longo prazo.

 
 
 

Comentários


  • Whatsapp
  • Youtube
  • Instagram

"Transformando cuidados médicos em bem-estar, nossa missão é oferecer excelência em ortopedia e medicina para uma vida mais saudável."

Obrigado pelo envio!

bottom of page