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Pé Torto Congênito: Entenda e Saiba Como Tratar

Atualizado: 19 de ago. de 2024




O pé torto congênito, também conhecido como talipes equinovarus, é uma deformidade que afeta o pé e o tornozelo de recém-nascidos. Essa condição faz com que o pé do bebê se curve para dentro e para baixo. É uma das deformidades ortopédicas mais comuns, ocorrendo em cerca de 1 em cada 1000 nascimentos.

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Características do Pé Torto Congênito


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O pé torto congênito é caracterizado por quatro principais anomalias:

  • CAVO: Elevação do arco do pé.

  • Adução e Supinação: O antepé se inclina em direção ao meio do corpo.

  • Varo: Desvio do calcanhar para dentro.

  • Equino: O pé aponta para baixo, similar à posição de um cavalo em galope.


Incidência e Causas


A incidência do pé torto congênito é maior em meninos do que em meninas e, em 50% dos casos, afeta ambos os pés. A causa exata dessa condição ainda é desconhecida, mas fatores genéticos, neurológicos, musculares e mecânico-posturais podem estar envolvidos. Bebês com histórico familiar de pé torto congênito têm maior probabilidade de desenvolver a condição. Além disso, o tabagismo na gestação é um fator de risco.


Diagnóstico


O diagnóstico do pé torto congênito geralmente é feito após o nascimento através de exame físico. Em alguns casos, a deformidade pode ser detectada ainda durante a gestação, por meio de ultrassonografia.





Tratamento


O tratamento precoce é crucial para corrigir a deformidade e permitir um desenvolvimento normal do pé e do tornozelo. O método de Ponseti é a abordagem mais utilizada e eficaz. Esse método envolve uma série de manipulações e trocas de gesso semanais para corrigir a posição do pé. O tratamento pode incluir 3 etapas:


  1. Manipulações e Gessos: Trocas semanais do gesso para corrigir a posição do pé. Tenotomia Percutânea: Pequena incisão no tendão de Aquiles, se necessário, para permitir a correção completa da posição do pé.

  2. Órtese de Abdução dos Pés (Denis-Browne): Usada após a correção inicial para manter o pé na posição correta e evitar recidivas. Nos primeiros 3 meses o paciente deve usar 23h por dia, após esse período é reduzido e paciente segue utilizando até os 5 anos de idade.

  3. Acompanhamento anual com consultas médicas.


Cuidados Pós-tratamento


Após a fase inicial de tratamento, é fundamental seguir as orientações médicas para garantir a manutenção da correção. Isso inclui o uso correto da órtese e a observação de qualquer sinal de recidiva ou complicação.


Complicações


Se não tratado adequadamente, o pé torto congênito pode levar a complicações como:

  • Deformidade anterior da tíbia.

  • Lesões de pele causadas pela imobilização gessada.

  • Alterações na sensibilidade ou dor persistente.


Conclusão


O pé torto congênito é uma condição que, embora desafiante, pode ser tratada com sucesso, especialmente quando a intervenção ocorre cedo. O método de Ponseti tem mostrado resultados excelentes, permitindo que a maioria das crianças tratadas leve uma vida normal e ativa.

 
 
 

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